07 março, 2012

SAÚDE - A SAÍDE É O RESPEITO AO DIREITO DO SER HUMANO E NÃO APENAS AO DIREITO DO CONSUMIDOR

           Este não é um órgão público. É uma clínica particular, atende convênios também. Para agendar determinados procedimentos, pode levar até 60 dias. O atendimento é por ordem de chegada e não fica devendo nada a qualquer estabelecimento público sem controle social.

             A problematica do Sistema de Saúde no Brasil, especialmente em Sergipe, é muito grave. Tanto quem paga particular quanto quem paga impostos para usar o SUS não tem seus direitos humanos respeitados. A clínica mostrada na foto não respeita as leis, normas ou o bom senso. Idosos, gestantes ou deficientes físicos aguardam na fila como se não estivessem em uma situação especial. Todos precisam aguardar na fila e são atendidos por ordem de chegada. Como não tem cadeira para todos, aguardam em pé mesmo, como se faz nas filas de banco ou no caixa de qualquer supermercado. O único direito respeitado nesta e em outros clínicas de diagnósticos é o mesmo: direito de consumidor, mas como a concorrencia é muito pequena, o estado se omite em administrar diretamente: "o fregues não tem razão e a serventia da casa é a porta da rua."
        O atendimento por ordem de chegada, tanto no SUS quando particular, quase sempre, é uma exigência dos profissionais. Desta forma atende-se mais CONSUMIDORES do "produto saúde" no particular, ou seja, dá mais retorno financeiro em menor tempo. No serviço público atende-se menos pessoas, pois o preço é fixo, ou seja, atende-se uma cota, geralmente estabelecida pelo próprio profissional - "ou é como quer ou não aceita o trabalho". A qualidade do atendimento é, quase sempre, proporcional ao tempo dispendido, mas para o mercado e para os negociantes esta tudo bem, pois nestas regras de mercado, "tempo é dinheiro". Atendendo assim podem sair mais cedo ou chegar mais tarde e fazer outro turno no serviço particular ou de planos de saúde.Também não aceitam trabalhar todos os dias na mesma cidade. O contrato é de 40 horas, cinco dias na semana, mas quando muito trabalha-se 3 dias na semana e 4 horas por dia. Isso quando revela algum tipo de consciência que não seja regulada pelo mercado.
           Essa situação bizarra, ao contrário do que demonstram as políticas públicas do atual governo, não se resolve pelo mercado ou com privatizações e terceirizações. Saúde/doença é uma questão delicada que não deveria ser regulada pelo mercado, como o comercio de veículos ou de drogas, por exemplo. A saída é garantir os direitos de ser humano e não simplesmente o direito do consumir.  "Saúde é direito de todos e dever do estado". Embora cada um esteja tentando resolver isso de modo individual, a questão é coletiva, diz respeito a todo brasileiro e a cada um em particular, mesmo de quem pagar particular ou usa alguma forma de plano de saúde.

4 comentários:

diega disse...

Oi professor Ernande hoje não se faz mais diferença entre publico ou particular pois saúde hoje e comercio.Esta semana meus pais estava doente é levei na unidade basica de saúde chegando lá a enfermeira nos atendeu é não passamos pelo o médico porque em vez dele está no posto estava jogado baralho com os amigos esperamos mais ele não chegou voltamos sem se atendido é brincadeira é uma vergolha,obrigado.

7I4G0 disse...

Contraditoriamente ao que pensa parte da população brasileira, existem diversas semalhanças entre o serviço público e privado de saúde: Se o serviço publico é financiado a partir da arrecadação de impostos da população ... então é correto afirmar que ambos os serviços não são gratuitos. Outra semelhanças que é revelada com texto de Ernande, é que ambos os serviços atendem com descaso a condição humana.
Entretando AINDA PODE MAIS QUEM PAGA MAIS.
Vou apontar uma relevante diferença entre o Serviço Privado e o Público de Saúde:
No Privado os Usuários sabem fazer valer o dinheiro investido, porque procuram fazer cobranças constantes por um serviço de mais qualidade e mais abrangente. Enquanto no "PÚBLICO:É A ÚNICA CONTA QUE É PAGA COM DINHEIRO DO DONO E O DONO NÃO LIGA, NÃO IMPORTA, NÃO FISCALIZA."

Poliana disse...

Texto muito bom, relata de forma clara a situação crítica em que se encontram as unidades de saúde em Sergipe, tanto privadas como particular. Sabemos que também acontece em outras regiões do país. Contraria instintivamente os princípios e diretrizes que regem o SUS, como a integralidade, universalidade e equidade. Contudo não se pode culpar somente o governo, é importante entender que os profissionais da saúde, os que não contribuem trabalhando na perspectiva de diminuir as necessidades da população, também são culpados, junto com a própria sociedade que é permissiva quanto ao fato de que não buscam mudanças. Enquanto, por um lado, poucos se beneficiam tratando a saúde como um produto de mercado, outras, uma maioria, sofre com a falta de recursos para se obter qualidade de vida, um problema que todos têm a responsabilidade de resolver.

luzia canario disse...

Pois bem ,nao quero e nem vou culpar os profissionai de saude,nao se pode pagar por o senviço mal feito de alguns.vou sim lançar uma critica ao governo que esta ai fingindo de nao ver,como quase todo dia nos mostra nos jornais o descaso,na vida de cada um de nos,com certeza temos uma mà experiencia pra contar do serviço de saude da nossa regiao.as administraçoes que so querem remanejar os gastos ,pedindo aos profissionai de economizar nas luvas,gazes,etc..como se podesse virar pelo avesso e reutilizar.infelizmente chegamos a um ponto em que oser humano nao conta nada,mas so serve pra aumentar uo diminuir nas contas de alguem.