21 abril, 2010

DIA NACIONAL DE LUTA PELA SAÚDE

7 de abril foi o dia Nacional de luta pela saúde. Quais foram suas ações para contribuir com essa conquista de cidadania?

Mas será que todos sabem o que realmente é saúde?

Saúde desde que começaram as discussões da Reforma Sanitária Brasileira nos anos de 1970, não pode mais ser entendida como o contrario de doença. Portanto falar em saúde não é necessariamente falar em doenças, hospitais e remédios.

As normas legais de nosso País dizem que saúde é o resultado das condições de vida da população. Pessoas com emprego e renda, moradia digna, acesso a educação de qualidade, bens culturais, liberdade de expressão, alimentação saudável, têm mais condições de ter uma saúde satisfatória do que as pessoas privadas destes determinantes e condicionantes. Ou seja, saúde é qualidade de vida e isso só se consegue com acesso pleno a cidadania de fato e não apenas legal.

Dito desta maneira fica claro que falar em saúde ou lutar por saúde não se restringe a discutir os serviços de saúde. Mas é claro que discutir os serviços de saúde faz parte de discutir a saúde como um todo. O importante é não se limitar a pensar serviços como se isso fosse toda saúde ou como se eles pudessem sozinhos trazer saúde para população.

Os serviços de saúde não têm como garantir saúde para população para além de certo patamar. Pesquisas mostram que alimentação saudável na quantidade certa, moradia digna com saneamento e renda satisfatória tem mais condições de melhorar a saúde da população do que todos os profissionais de saúde e todo o serviço de saúde juntos. Mas como estas condições ainda estão distantes da realidade, precisamos lutar por melhores condições de saúde de dos serviços de saúde. Portanto está claro que o grito de ordem não deve ser apenas em torno dos serviços de saúde, mas que eles devem ser mencionados como mais um dos inúmeros determinantes de saúde.

A situação da região, quando a gente enforca apenas os serviços de saúde, é muito difícil. Na verdade beira o caos. A deficiência na implantação da Estratégia Saúde da Família é gigantesca e os atendimentos nos hospitais se restringem a emergências, embora na maior parte das vezes e das localidades, não ter condições de atender estas condições.

Em muitas situações a deficiência passa pela falta de capacitação dos profissionais, mas na maior parte é um problema de gestão, seja das secretarias de saúde seja da próprias prefeituras. Em muitos casos também pelo total desinteresse político.

Uma população sem condições mínimas dos serviços de saúde é uma população carente e dependente de favores, que na maior parte das vezes, é suprida por políticos despreparados e mal intencionados em busca de votos. Caso o serviço de saúde passe a atender essa população, não mais como um favor, mas como direito de cidadania, como esses “representantes” do povo iriam justificar suas ações e convencer a lhes dar votos?

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