07 outubro, 2007

A RESPONSABILIDADE SOCIAL DA PESQUISA CIENTÍFICA

Esse foi o primeiro texto produzido duranta a primeira aula da Especialização em Saúde Pública. Foi realizada no intervalo do almoço para avaliação da semana na aula de BIOÉTICA.
A tarefa consistia em destacar frases e comentá-las.

A responsabilidade Social da Pesquisa Científica.

Quero destacar quase que um parágrafo inteiro e a partir dele construir meus comentários a respeito do assunto.
“O fato é que a experimentação utilizando seres humanos ao longo dos séculos, indubitavelmente, melhorou a qualidade de vida do homem e sua relação com o meio ambiente...”
Realmente houve essa melhora, mas será que foi para todos?
Ao ler esse texto não pude fugir de duas imagens em especial: Desenvolvimento de novas medicações e desenvolvimento de plantas transgênicas.
A que custo são feitos essas pesquisas? Quem realmente ganha com elas? A que interesses servem essas pesquisas?
Imaginar que as medicações, cada vez mais específicas, são desenvolvidas para diminuir ou erradicar as doenças já não é mais possível, pois sabe-se que os laboratórios farmacêuticos contabilizam seus lucros na casa de bilhões. E com lucros desse porte não se pode acreditar que sejam filantropos ou que vejam seu trabalho como missão de promoção de saúde.
As cobaias humanas são “recrutadas” ao redor do mundo, especialmente Índia e África.
Após os testes e a aprovação das medicações será que os africanos podem comprar esses remédios?
Que ética ou código de ética determina que exista ética em um pesquisa com humanos em que só terão benefícios os mais abastados do mundo?
Que ética existe em utilizar mão de obra e infra-estrutura de hospitais públicos para participar de testes de novas drogas sem que esses hospitais ou centros de pesquisam sejam remunerados?
É ético o servidor público, em horário de trabalho, desenvolver pesquisas e se “apoderar” dos recursos e benéficos gerados.?
É ético terminar as pesquisas e abandonar as cobaias com as possíveis seqüelas destas pesquisas ou às vezes tendo que continuar o tratamento com recursos próprios?
E as plantas transgênicas são mesmo seguras? Há legitimidade da CTNBIO ao analisar essas liberações de sementes, quando sabe-se que muitos pesquisadores são beneficiados com bolsas de estudos pagas pelas empresas interessadas na liberação desta ou daquela semente?
“cada escolha implica necessariamente ganhos e perdas...”
A questão aqui é: ganhos e perdas para quem?
Será que ao liberar essa ou aquela semente ou essa ou aquela pesquisa com seres humanos, os pesquisadores estão pensando em ganhos e perdas para socieade, para a natureza e o planeta ou ganhos e perdas de recursos financeiros par eles ou suas instituições?
Há ganhos e perdas, mas quem ganha e quem perde com uma decisão equivocada? Será essa questão é levada em conta pelos pesquisadores?
“Não existe ciência pura; toda pesquisa está vinculada, de um modo ou de outro, a grupos de interesse, sejam eles governamentais ou privados.”
Diante desta frase cabe novamente a pergunta: Quem ganha e quem perde com a maioria das pesquisas realizadas no País e no mundo? E para finalizar mais uma frase do texto:
“Diante das incertezas e da possibilidade de ocorrer uma catástrofe envolvendo determinados microorganismos estudados em laboratórios” ou de certos tipos de pesquisa, qual o compromisso dos pesquisadores com seus resultados?
Se tudo sair como os centros de pesquisas e os pesquisadores esperam eles lucram muito dinheiro, se sair errado, quem paga a conta?

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