02 agosto, 2007

ARRAIÁ DO SUS

Nos últimos dias surgiu um boato na cidade de que não poderiamos utilizar o nome ARRAIÁ DO SUS, uma vez que SUS - Sistema Único de Saúde seria um entidade federal e como tal, segundo a pessoa que espalhou o boato, ilegal utilizar a marca.
Gostariamos de esclarecer alguns pontos sobre isso. Em nosso entendimento:
1. O SUS, enquanto entidade é um sistema compartilhado entre União, Estados e Municípios. Ou seja, é uma entidade Federal, Estadual e Municipal. Cada uma das partes têm sua parcela de responsabilidade sobre ele e consequentemente de autonomia de gestão.
2. O SUS foi criado pela constituição de 1988, porém já vem sendo pensado desde os anos 70, no mínimo. O SUS foi um crianção coletiva e ainda hoje o é, pois se constroem seus caminhos todos os dias. As conferências de Saúde e os Conselhos estão aí para mostrar isso.
Sendo uma criação coletiva, que envolveu e envolve intelectuais, servidores, movimentos populares e usuários, é propriedade de todos, especialmente de quem precisa dele ou se identifica com sua proposta filosófica, política e ideológica.
3. O SUS está constantemente sendo agredido, desacreditado e difamado, especialmente pelas longas filas e tempo de espera para atendimento hospittalar e de exames complexos. Pouco se fala da ATENÇÃO PRIMÁRIA, que de uma forma ou de outra vai relativamente bem. Menos ainda se fala que sem o SUS mais de 70% da população brasileira não teria assistencia nenhum da saúde.
Quase nada se fala que nossa estrutura de vacinação é a maior e melhor do mundo.
Esquecem-se, de propósito, que o SUS engloba: Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Regulação de Leitos, Transplantes de toda ordem e um sem número de atividades que o setor privado recusa-se a desempenhar por ser de alto custo e não gerar lucro.
4. A MARCA SUS, com tudo que ela implica é nossa. Tem que ser utilizada em todas as atividades desenvolvidas pelo setor SAÚDE e não apenas mostrada quando as coisas não funcionam. PSF é SUS, Agente de Saúde é SUS, Vacinação é SUS, Atendimento Médico, Enfermagem, Nutricional, Fisioterapêuta, entre outros, em Rio Negro é SUS. E por que ARRAIÁ promovido pelo PSF e Secretária de Saúde não seria SUS?.
SUS tem que rimar com festa, alegria e não com sofrimento. Se ainda não é assim, vamos trabalhar para que seja.
Festa é promoção de saúde e sendo assim é SUS.
5. O Conselho Nacional de Saúde orienta profissionais e Gestores a utilizar a marca SUS em todas a oportunidades. Inclusive houve a alguns anos campanha para popularizar a marca.

VEJA ABAIXO TEXTO PÚBLICADO NA REVISTA RADIS NÚMERO 35, JULHO DE 2005. A revista RADIS (FIOCRUZ) é uma das mais importantes do País na área de Saúde Pública, especialmente em COMUNICAÇAÕ E SAÚDE. Além disso FIOCRUZ é SUS.

"Marcelo Marques de Mélo é dentista com espe-cialidade em Saúde Coletiva. Mas o forte dele é
comunicação. Na Fundação Nacional de Saúde de Santa Catarina, onde trabalha
na Assessoria de Comunicação e Educação em Saúde, desenhou variações da marca do SUS para todas as ituações: alegria, tolerância, indignação. São figuras, tiras de quadrinhos e emoticons (pequenos ícones da internet que expressam sentimentos) para ilustrar textos, apresentações, e-mails e conversas em tempo real.
O que Marcelo quer é valorizar o SUS, divulgando sua marca oficial. Marcelo oferece as artes para download gratuitamente: o que usou na tarefa, do computador aos
aplicativos, pertence ao SUS, ressalta. Tudo é mantido com impostos cobrados ao povo brasileiro, do qual todos somos parte., diz. .Portanto, queiram utilizá-las à vontade, amigos!.

Endereços para download (instruções na página): Figuras e emoticons

www.grupogices.hpg.ig.com.br/Emoticons.html

Tiras
www.grupogices.hpg.ig.com.br/TirasMarcaSUS.html

ARTE: MARCELO MARQUES DE MELO"
(Esse texto foi publicado originalmente na Revista RADIS nº 35, Juno de 2005)
Para ver a íntegra da revista
http://www.ensp.fiocruz.br/radis/pdf/radis_35.pdf

ARRAIÁ DO SUS RIO NEGRO

Neste sentido podemos afirmar que em nosso município estamos utilizando bem a marca do SUS, que na verdade é nossa. Estamos nos apoderando de seu significado, não o significado que a maioria dos meios de comunicação e dos donos de planos e hospitais privados querem querem dar, mas seus verdadeiros significados: Um Sistema de Saúde imperfeito, mas com vocação para se tornar a maior e melhor entidade deste País. Mas não se esqueça, o SUS só vai ser o que queremos quando nós lutarmos e defendermos e fazermos dele o que precisamos.



ENSAIO DA QUADRILHA

Um dos maiores desafios que o PSF/SUS tem é criar vínculos com a população. Esse desafio é nosso cotidiano no PSF da área urbana. Entendemos que não há um saber mais importante que o outro. Os profissionais tem sua ciência e a população a sua. Destes conhecimentos vai surgir um SUS real para todos.
Foi pensando nisto que estamos realizando nossa quadrilha envolvendo Servidores e Usuários. Alias, SERVIDORES e USUÁRIOS são as duas faces da mesma moeda, ou seja, do SUS.

FOTOS DO SEGUNDO ENSAIO



PORQUE UMA FESTA

Tudo bem em relação ao uso do Símbolo do SUS, certo?
Mas porque realizar uma festa, um ARRAÍA DO SUS?
Toda segunda-feira a Equipe Urbana do PSF realiza uma reunião onde são avaliadas as atividades da semana anterior e programada a semana seguinte. Em uma dessas reuniões foi discutido os ENCONTROS DO HIPERDIA, ou seja, as reuniões onde são reunidos os portadores de Diabetes e Hipertensão.
Nossa avaliação era que estavamos fazendo uma "CELEBRAÇÃO DA DOENÇA". Essa percepção era por causa da forma como abordavamos as pessoas, sempre centradas na doença delas e não nelas mesma. Percebemos que estávamos o tempo todo falando de doença e não de vida, de qualidade de vida, da alegria de estar vivo. Isso era contrário a tudo que discutiamos e pensavamos destas reuniões e também contrário ao que queremos que seja o PSF e o SUS.
Diante destas constatações modificamos as abordagens dos encontros. Agora trabalhamos questões muito mais subjetivas, como cirandas, rodas de bate papo, poesias, "gritos".
Esse é um processo que estamos implementando todo dia e procurando aprender, ver o que satisfaz as pessoas e lhe proporciona mais alegria de frequentar os encontros.
No bairro Santa-fé, onde a presença de mulheres é predominante, elas gostam de cirandas;
Na COHAB 2 eles gostaram dos gritos;
No Centro Catequético funcionou bem a ciranda com poesia.
A festa nasceu desta percepção.
Pensamos: "tudo bem, sabemos que estamos celebrando a doença e como fazemos o contrário?"
Uma festa foi quase a resposta automática.

MAS PORQUE UMA FESTA JUNINA


No início pensamos uma atividade que pudesse juntar usuários, Servidores, Entidades Populares, Escolas e Secretarias. Todos juntos ombro a ombro, mostrando que somos realmente a mesma face da mesma moeda.
Festa junina aqui em Rio Negro é muito prestigiada, por isso pensamos nela. E junto com a festa fazer uma QUAQRILHA do SUS, mas bem ao contrário da quadrilha das AMBULÂNCIAS do SUS (da máfica dos Sangue Sugas, lembram disso?)
A adesão dos Servidores foi tão boa que acabou dando uma dimensão maior do que esperavamos, o que de certo modo também tirou um pouco da nossa autonomia sobre o método. A festa agora não é do PSF, mas de todo SUS...de toda cidade.


PARA ONDE VAI O RECURSO ARRECADADO COM A FESTA

Nossa intensão, quando percebemos que a festa tinha um grande volume, foi pensar em construir uma sala de reuniões, coisa que faz grande falta no Centro de Saúde.
A construção da Sala, tipo uma tenda redonda, já estava acertada com o Secretario de Saude, só esperávamos recurso. Por isso decidimos construir a tenda com os recursos da festa. A tenda vai ser o símbolo do esforço coletivo desempenhado entre usuários e servidores.
A tenda tem que ser redonda e abrigar as atividades do Centro de Saúde e da Comunidade.




EDUAÇÃO POPULAR

O método de reunir pessoas em circulos e debater seus poblemas até que todos juntos encontrem a solução é oriunda das experiências de EDUCAÇÃO POPULAR.
Na CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SÚDE DE RIO NEGRO (2007), foi aprovada uma proposta de desenvolver uma Política Municipal de Educação Popular em Saúde. Essa tenda, embora decidida antes da Conferência, vem de encontro a essa proposta.
A intenção é nomear a tenda de PAULO FREIRE, isso porque ele é um dos maiores educadores do mundo e um dos criadores do MÉTODO PAULO FREIRE DE ALFABETIZAÇÃO.




PAULO FREIRE

Pequena Biografia
Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco, uma das regiões mais pobres do país, onde logo cedo pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares. Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço Social da Indústria) e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife. Ele foi quase tudo o que deve ser como educador, de professor de escola a criador de idéias e "métodos"
Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958 na sua tese de concurso para a universidade do Recife, e, mais tarde, como professor de História e Filosofia da Educação daquela Universidade, bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos, Rio Grande do Norte, em 1963.
A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização, capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados.

Em 1969, trabalhou como professor na Universidade de Harvard, em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas. Durante os 10 anos seguintes, foi Consultor Especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial das Igrejas, em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional junto a vários governos do Terceiro Mundo, principalmente na África. Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil para "reaprender" seu país. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo, maior cidade do Brasil. Durante seu mandato, fez um grande esforço na implementação de movimentos de alfabetização, de revisão curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores.
A metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e, por isso, ele foi acusado de subverter a ordem instituída, sendo preso após o Golpe Militar de 1964. Depois de 72 dias de reclusão, foi convencido a deixar o país. Exilou-se primeiro no Chile, onde, encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas teses, desenvolveu, durante 5 anos, trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Foi aí que escreveu a sua principal obra: Pedagogia do oprimido.
Em Paulo Freire, conviveram sempre presente senso de humor e a não menos constante indignação contra todo tipo de injustiça. Casou-se, em 1944, com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira, com quem teve cinco filhos. Após a morte de sua primeira esposa, casou-se com Ana Maria Araújo Freire, uma ex-aluna.
Paulo Freire é autor de muitas obras. Entre elas: Educação: prática da liberdade (1967), Pedagogia do oprimido (1968), Cartas à Guiné-Bissau (1975), Pedagogia da esperança (1992) À sombra desta mangueira (1995).
Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. Além de ter seu nome adotado por muitas instituições, é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior.

A Paulo Freire foi outorgado o título de doutor Honoris Causa por vinte e sete universidades. Por seus trabalhos na área educacional, recebeu, entre outros, os seguintes prêmios: "Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento" (Bélgica, 1980); "Prêmio UNESCO da Educação para a Paz" (1986) e "Prêmio Andres Bello" da Organização dos Estados Americanos, como Educador do Continentes (1992). No dia 10 de abril de 1997, lançou seu último livro, intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo, vítima de um infarto agudo do miocárdio.

MAIS INFORMAÇÕES

COMENTÁRIOS DA REDE DE EDUCAÇÃO POPULAR E SAÚDE
(1)
Olá Ernande!
Me pareceu que algumas coisas precisam de maior clareza. O SUS não é uma marca e nem é uma entidade ou instituição (no sentido jurídico do termo). O SUS é o nome do sistema de saúde do Brasil, que só pôde ter um nome por ser único. Dizer SUS é o mesmo que dizer sistema nacional de saúde, sistema brasileiro de saúde ou sistema de saúde do Brasil. Logo não há propriedade intelectual, patente ou marca registrada para ser usado, referido, citado etc.. Já a atadura (símbolo de curativo para feridas ou redução de fraturas e entorses) dobrada em forma de cruz (símbolo dos serviços de assistência curativa) é uma marca criada no governo FHC como marca de governo para a sua gestão em saúde. Como foram 8 anos, a logomarca durou na mídia, mas era logomarca de governo e de uso publicitário (divulgação das ações do governo federal). Para ser uma marca do SUS teria de ter sido discutida e aprovada pelo CNS e não pela Assessoria de Comunicação do Ministro. O nome do SUS deveria estar gravado em 100% dos serviços de saúde, independentemente de as ações e serviços serem de municípios, estados ou federação, já a marca (logomarca) pode ser a que cada serviço ou gestor proponha, preferencialmente discutindo com o respectivo conselho de saúde, para que seja da população e não do governo. Sendo da população e não do governo, não deveria ser mudada sem novo debate com a população.
Será que consegui me fazer entender?
Abraços em defesa do SUS, Ricardo.
(2)
Oi Ernande,
Outra coisa que podia ser pensada é levantar as logomarcas que já foram apresentadas ao SUS. O blog poderia conter as amostras delas. Eu sei que tem marca proposta pelo movimento estudantil de vários cursos ou por algumas gestões de DAs, tem de prefeituras, tem de Conselhos, tem de estados, tem de revistas e por aí vai... Falo somente de logomarcas para o SUS (com o nome do SUS), não para as Secretarias de Saúde ou entidades. Poderíamos descobrir coisas interessantes.
Abraços em defesa do SUS,
Ricardo. (Rio Grande do Sul)
(3)
Ernande, o Ricardo vai no PONTO X ( não o G)...sempre questionei estas mudanças da logomarca e não gostei quando o Ministro Serra (FHC) colocou este simbolo...e mais ainda com a bandeira nacional, ( MARCA DE GOVERNO) ...mas acho que está na hora de repensarmos estas logomarcas...aqui em SP. já foi motivo de grandes debates...o atual governo não utiliza nenhuma...vamos pensando.
Odila (São Paulo)
(4)
Que notícia fantástica toda essa que você nos envia do Rio Negro, Ernande!
Fazia tempo que não recebia um e-mail com tanto conteúdo e tão comoventes.
Além daquela alegria de ver mais um exemplo de um SUS que dá totalmente certo, ele passa vertiginosamente por muitas e muitas dimensões extremamente importantes para todos aqueles que estão metidos nessa aventura de construir o SUS.
Sabe, eu dou um curso regular de “comunicação e educação” na residência de Medicina Preventiva e de Medicina de Família e Comunidade aqui da USP, que coincidentemente começa na próxima semana; fico com um enorme tentação de usar toda essa sua mensagem no trabalho do curso, se você me autorizar. Tem muita coisa aí para se discutir num curso de “comunicação e educação”: da marca e das mil marcas do SUS, dos símbolos, das imagens e seus vínculos com afetos tristes (doença) ou afetos de alegria (saúde), até a comunicação e as trocas no cotidiano dos serviços, as pessoas e seus vínculos, os encontros alegres e o desejo de se encontrar, a reinvenção das práticas de saúde, a festa, a celebração do encontro, a construção da tenda, o espaço redondo, a reinvenção do sentido do que é saúde e trabalho em saúde. Ainda, de quebra, apresenta o interessantíssimo trabalho do Marcelo de “mastigação” da logomarca do SUS e finaliza com Freire. Show de bola!
E pra completar, ainda vem meu xará e querido amigo lá do extremo sul e dá uma elucidada complementar na história dos logos e das diferentes investidas “proprietárias” sobre ele, afirmando uma posição de que ele é livre e é do povo, como o céu é do avião...
Obrigado a ambos!
Amo essa lista. É por essas e outras que, mesmo ela enchendo minha caixa de mensagens com mais mensagens do que eu sou capaz de ler, eu nunca me desligo dela.
Abraços.
Ricardo Rodriges (São Paulo)

PS: Só descobri recentemente, por indicação de uma aluna, que SUS é uma interjeição em língua portuguesa. No Houaiss: expressão para infundir ânimo; eia, coragem, ora sus. Vem do latim “sus”, que quer dizer “para cima”!
(5)
Ernande, Ricardo e todos que estão nesta "roda de conversa"
Achei interessante esta conversa...Neste tempo que OLHAR MARCAS ou GRIF significa você adquirir um produto que pode ser ruim e caro /bom barato os dois juntos os tres juntos ou por aí vamos...
Que conteúdo tem cada TEMPO? Temos várias logo marcas adaptadas. A nossa em Campinas, quando estavamos na administração deixamos de cor vermelha...o que significou um impacto...Lógico que não era para marcar o GOVERNO e aí vem a discussão. SUS não é marca de governo,mas de um projeto POLÍTICO. No seu relato Ernande, sobre as ações DESINTEGERADAS de Saúde lembrei-me do SUDS ( Sistema Unificado Descentralizado de Saúde) que na época já se aproximava do SUS (indicado na 8a CNS-1986 para a constituinte de 1988.).Cada Estado fazia sua logomarca e colocava a sigla SUDS...
Vale a pena esse memorial no BLOG_DO ARRAIÁ DO SUS.
Beijos Odila (São Paulo)
(6)
Olá gente, acho interessante essa discussão sobre o Ponto X da questão. Em épocas de Pacto em Defesa do SUS talvez fosse mesmo interessante pensar numa marca que contemplasse a diversidade de práticas e propósitos que estão inseridos no seu contexto. Penso que a própria discussão vai nos fortalecendo e nos fazendo refletir sobre como temos contribuído para sua efetivação, construção. Sou enfermeira e docente de uma universidade pública e o entrar numa sala de aula outro dia fiquei chocada e triste com o relato dos alunos(as) sobre as impressões sobre o SUS, tanta barbaridade que levei para reunião de colegiado com a seguinte provocação. Que responsabilidades temos assumidos com a formação de profissionais para cuidar da saúde da população? Como falar de bons encontros (propostos pelo Ricardo Teixeira) se nem na universidade (pública, diga-se de passagem) estamos contribuindo para formação de lutadores pelo SUS? Como temos abordado a temática saúde se descolamos a refrência do panorama político, cultural, econômico? enfim são tantas questões que me surgirram, me entristeceram mas também me apontaram caminhos a sertem seguidos, inclusive com articulação de professores(as) por toda grade curricular, para inserir discussõs cedo sobre a temática.
Hoje com essa mesma turma temos estabelecido diálogos e algumas concepções se modificaram, me emociono inclusive ao ouvir eles e elas falarem sobre a questão " É professora, já mudei muito do que pensava......, é que de fato não conhecia" .
Vou ficando por aqui, acreditando que a construçao de um outro mundo é possível, com bons encontros e muito diálogo. Os profissionais de saúde precisam se fortalecer nesse nesse sentido, há muita gfragilidade política.
um abraço, Rocineide.

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