06 agosto, 2012

V ENEPS - ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE


   Este resumo é exlusivamente da minha participação e não exatamente do ENEPS. O que lá se realizaou muito muito maior

   Roda de conversa:
Modos de participação em saúde em questão: o que precisa mudar?
Resumo de fala:
COMO DEVE SE DAR A PARTICIPAÇÃO POPULAR NO SUS
Ernande Valentin do Prado
A participação popular foi decisiva para a criação do SUS e sua sobrevivência depende da defesa que faz o usuário, seja nos conselhos de saúde, seja nos movimentos sociais e populares. A participação popular sempre foi um desafio, desde a Reforma Sanitária. A lei 8.142/90 normatiza a participação através das conferencias e conselhos de saúde. A criação dos conselhos foi importante, mas a pouca e, sobretudo, a participação sem qualidade, promovida pelos governos, determinou seu atual funcionamento.  A participação tem relação direta com a prática educativa crítica. E em que nível está se dando a promoção dela por parte dos educadores populares nos serviços, tanto na ponta quanto na gestão?
O desafio é conseguir realizar a participação não só nos conselhos, mas em entidades populares democráticas. Democracia demanda estruturas democráticas para ser efetiva e não estruturas inibidoras da participação3. A participação Popular direta precisa ser estimulada. Participação é um direito e o dever é não se omitir a ela3.
Pensando nestes desafios, qual seria o papel do Educador Popular ao deparar-se com um conselho de saúde burocratizado que de fato impede a participação?
Como fomentar a participação direta do cidadão de modo a renovar os conselhos de saúde? 
Debatedor:
A Educação Popular e Saúde nas políticas públicas – o que queremos com uma Política Nacional de EPS?
Resumo:
A EDUCAÇÃO POPULAR E SAÚDE NAS POLÍTICAS PÚBLICAS – O QUE QUEREMOS COM UMA POLÍTICA NACIONAL DE EPS?
Ernande  Valentin do Prado[4]
A Política Nacional de Educação Popular em Saúde – PNEPS foi durante muito tempo discutido nos coletivos de Educação Popular e Saúde. Muito defendiam a necessidade de institucionalização da EPS, outros que não era necessária e ainda que constituiria um risco ao amordaçar a Educação Popular, que não pode de fato ser traduzida em um política governamental. Em 20011 o Comite Nacional de Educação Popular em Saúde foi instalado para gestar a PNEPS. 
A PNEPS não é dos coletivos de EPS ou dos movimentos sociais e populares, mas do governo, mas foi gestada de forma democrática e participativa. Não é a EPS, mas parte. É que a PNEPS precisa que o conjunto dos movimentos se apropria dela e acompanhe sua implementação nos diversos municípios do Brasil.
As questões que poderiam ser problematizadas na roda podem ser:
·         A PNEPS representa algum risco para os movimento de EPS?
·         Qual o potencial transformador da PNEPS no SUS e na comunidade?
·         O conjunto do movimento e da militância sente-se parte dela?
·         Qual a contribuição que militantes e movimentos podem dar a PNEPS?
·           A PNEPS dialoga com outras políticas públicas? 
Trabalhos apresentados – Comunicação Criativa
PRÁTICAS TRADICIONAIS DE CUIDADO E CURA NA CIDADE DE FÁTIMA-BAHIA
Idivania de Oliveira Menezes (Aluna do Curso de Enfermagem 6º Período); Ernande Valentin do Prado
   
RESUMO
As práticas de saúde foram, ao longo dos tempos, se afunilando e voltando-se para as exigências do modelo biomédico, que busca banir toda e qualquer forma do cuidado que não tenha como expressão sua ciência. Neste caso, curandeiros e curandeiras são vistos como charlatões e não como uma forma de apoio inestimável a busca de cuidado e cura. Enfermeiros e Enfermeiras veem essas práticas integrais e holísticas como uma afronta à ciência, porém a população, sobretudo as do interior, ainda as vê como um aporte na busca incessante pela cura. O objetivo deste trabalho é apresentar uma visita realizada a cidade de Fátima, interior da Bahia, onde a população ainda preserva suas raízes e a buscar por cuidados tradicionais é aparentemente forte. Não se trata de uma pesquisa com rigor científico, mas de uma prática educativa realizada com praticantes de cuidados tradicionais.  

O SABER FAZER DA ENFERMAGEM E A FEIRA DE PARIPIRANGA
Ernande Valentin do  Prado
RESUMO
Este trabalho descreve o saber fazer da enfermagem no projeto de extensão Saúde e Cidadania na Feira livre de Paripiranga. Tem o objetivo de refletir sobre dia a dia das estudantes de Enfermagem. Trata-se de uma vivencia com estudantes de primeiro, segundo, quarto e quinto períodos do curso de Enfermagem da Faculdade AGES, Bahia, no ano de 2011. A experiência mostra de modo muito simples como o cuidado de Enfermagem tem a força de motivas as pessoas a se autocuidar e melhorar sua condição de saúde/doença.

PROCESSO SAÚDE/DOENÇA E A ENFERMAGEM
Ernande Valentin do  Prado
RESUMO
Este trabalho tem o objetivo de refletir sobre a concepção teórica de saúde dos profissionais e sobre as consequências desta no cotidiano dos serviços. Trata-se de um trabalho de revisão de literatura, que demonstra que, de um modo geral, os profissionais entendem a saúde como sendo ausência de doenças biológicas e que isto condiciona os cuidados de Enfermagem aos procedimentos técnicos e ações de prevenção focal de doenças.

A APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS NA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Heloisa Mensonda Bernini Soares da Silva, Ernande Valentin do Prado 
RESUMO
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP,  ou PBL do inglês Problem Based Learning) é uma proposta pedagógica que começou a ser desenvolvida no final da década de década de 60 na McMaster University (Canadá). Esta proposta é centrada no  autoaprendizado do aluno, através de situações-problemas, dando ênfase ao desenvolvimento cognitivo e a integração interdisciplinar, correlacionando os componentes teóricos e práticos. Tal método rompe toda a cultura de ap rendizado, na qual o professor “despeja” conhecimento e o aluno restringe-se a “receber” os conteúdos. Além disso, leva o aluno à prática profissional desde o início do curso, possibilitando direto acesso do estudante da área de saúde com os usuários do Sistema Único de Saúde, facilitando a formação de profissionais humanizados. A Universidade Federal de Sergipe adota esse método no Campus de Ciências da Saúde, localizado no município de Lagarto, fundado em 2011. O objetivo desse trabalho é descrever a experiência de alunos da UF S com o método PBL.
OFICINA:

DESAFIOS E PERSPECTIVAS DO PROCESSO DE FORMAÇÃO DOS COLETIVOS NACIONAIS DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE – ANEPS, REDEPOP, ANEPOP E GT DE EPS DA ABRASCO

OBJETIVO GERAL

Contribuir com o processo formativo permanente e de organização político-social dos movimentos, coletivos e práticas de Educação Popular e Saúde, bem como subsidiar atores e atrizes para construírem de maneira crítica o processo de implementação da Política Nacional de Educação Popular em Saúde no Sistema Único de Saúde.




[1] Enfermeiro, Sanitarista, membro da Rede de Educação Popular em Saúde.
[2] Brasil. Lei 8.142/90 – Lei complementar. Brasília, 1990. Disponível em: Acessado em 06 jul. 2012.
[3] Freire P. Política e educação. 5 ed. São Paulo: Cortez, 2001.
[4] Representante Suplente da Rede de Educação Popular e Saúde no Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde. 
[5] Acadêmica de Enfermagem, Faculdade AGES, Paripiranga, Bahia.
[6] Sanitarista, Enfermeiro, Professor de Enfermagem na Faculdade AGES – BA e Universidade Federal de Sergipe – campus de Lagarto (UFS). Rede de Educação Popular e Saúde (RedePop) e  Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde do Ministério da Saúde (CNEPS).
[7] Sanitarista, Enfermeiro, Professor de Enfermagem na Faculdade AGES – BA.  Rede de Educação Popular e Saúde (RedePop) e  Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde do Ministério da Saúde (CNEPS).
[8] Sanitarista, Enfermeiro, Professor de Enfermagem na Faculdade AGES – BA.  Rede de Educação Popular e Saúde (RedePop) e  Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde do Ministério da Saúde (CNEPS).

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