15 dezembro, 2010

COMO FOI A REUNÃO DO CNEPS

CNEPS é o Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde. Sua missão imediata é elaborar a Política Nacional de Educação Popular em Saúde.

A reunião dos dia 8 e 9 em Brasília, foi minha primeira, mas como membro suplente do CNEPS, tenho acompanhado em distancia e contribuído com o que foi possível virtualmente.

Nesta reunião deu para ver e confirmar a impressão que se tem a distancia. 2010 foi um ano extremamente trabalhoso, mas com um saldo muito positivo. Apesar de todos os encontros regionais, todas a reuniões, algumas avaliações ainda apontam que foram poucas. Mas a verdade é que foi, talvez, o ano em que mais nos encontramos, mais nos reunimos e mais produzimos. Isso traz desafios para o novo ano. Entre eles:

  • · Fazer um 2011 tão ou mais produtivo;

· Sistematizar e produzir mais material de referencia para nosso movimento como um todo, seja vídeo, áudio, textos;

· Reunir-se mais e com mais qualidade ainda;

· Divulgar a política nacional para além de nossos interlocutores costumeiros;

· Batalhar para implementação da política nacional de EPS;

Existem outros desafios que serão apontados no relatório final, mas estes são alguns que lembro agora e que acho importante socializar com os colegas da lista.

A reunião apontou um outro desafia, que foi percebido por algumas pessoas e já visto em outros momentos, como nas tendas. Temos divergências no movimento. O que é natural, bom e esperado. Ou se tem divergências ou não se é Educação Popular. O diálogo entre Academia, Serviço, Práticas e Movimentos Populares nunca foi fácil de fazer. Divergências sempre vão aparecer e é bom que apareçam. O conflito não deve ser algo temido por nós. O confronto de ideias pode e deve ser algo positivo. Mas existem maneiras de se fazer isto e entre os membro do CNEPS talvez deva ser com mais amorosidade.

Por vezes tenho a impressão que em algumas discussões esquecemos quem somos , onde estamos e o que estamos fazendo. Simone Leite, do MOPS de Sergipe, disse eno último dia, que as vezes a gente pensa que está somente com milintantes do movimento. E isto é verdade. É importante lembra que o COMITÊ não é composto apenas pelos movimentos. Há o gestor, a academia, o serviço e os movimentos.

Particularmente não consigo perceber muito as fronteiras que separa uns dos outros. Não sinto a diferença e não me sinto incomodado com algumas falas ou posturas, mas entendo perfeitamente que outros sintam-se extremamente desconfortáveis com algumas falas agressivas e deselegantes em algumas defesas. Alguem disse disse: "não estamos entre inimigos. No comitê somos todos aliados."

Por ter começado no Movimento Popular e sentir-me parte dele até hoje; por ter trabalhado na ponta e sentir-me ligado a ela até hoje e por estar na Academia e não ver nisto nada que me desabone frente ao serviço ou aos movimentos, não sme sinto incomodado ou agredido por nenhuma palavra vinda de nenhuma das partes. Mas, como disse, aceito e entendo que algumas pessoas sintam-se frustradas, intimidadas e até agredidas em alguns momentos das relações entre nós.

As divergências, que são grandes em certos pontos e posturas, entre Academia e Movimentos Populares e vice-versa, não se aplica em sua totalidade aos membros do Comitê e muitas vezes isso não fica claro nas defesas que se faz. A ACADEMIA que não respeita os movimentos populares, Os MOVIMENTOS antidemocráticos e personalista, não estão no COMITÊ. E nem sempre percebemos isto ou algumas falas não deixam claro isso.

Não somos iguais, não precisamos ser iguais. Queremos e defendemos o dialogo entre esses saberes sem hierarquia. De modo a construir uma prática melhor para ambos os lados. Acredito que esse é um dos objetivos de todos: gestores, acadêmicos, práticas, movimentos.

Temos e devemos continuar a ter diferenças, mas essa diferença precisa e pode nos unir e não nos afastar. E para isso precisamos aprimorar nossa amorosidade, precisamos divergir com mais carinho e amor. Difícil isso? É, mas é por isso que vai ser lindo.




Posted by Picasa

Nenhum comentário: