30 agosto, 2009

O TRABALHO CONTINUA

Nos dias 18 e 19 de Agosto de 2009 aconteceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, uma mostra de experiências em PSF - Programa Saúde da Família ou como chama-se agora, ESF - Estratégia Saúde da Família. Fazia parte das comemorações dos 10 anos de PSF nesta cidade. Várias cidade do Interior participaram com suas experiências.

Abaixo estão fotos de duas experiências da cidade de Rio Negro, Mato Grosso do Sul. Uma com o uso de rádio no trabalho educativo e outro com atendimento aos presos, na delegacia do município.
Estas fotos foram enviadas por amigos presente ao encontro. Eles ficaram preocupados porque na apresentação dos trabalhos não estava meu nome.

É inegável que estes trabalhos foram criados por mim. Tenho certeza que as pessoas que assinam nesta versão não tiveram a intenção de esconder isso, mas um baner nem sempre dá conta de por tudo que é necessário. Digo isso por que conheço muito bem a equipe ou parte dela e sei do compromisso e do carater de cada um deles. Inclusive os co-autores dos projetos, Junior Cesar e Ademar Barbosa são meus "compadres" e verdadeiros amigos.

Estes e outros trabalhos realizados em Rio Negro estão narrados, parte neste blog em detalhes, no livro: EDUCAÇÃO EM SAÚDE UTILIZANDO RÁDIOS COMO ESTRATÉGIA, já lançado e a venda e no texto OS CAMINHOS QUE ME TROUXERAM ATÉ AQUI, no livro da Rede de Educação Popular e Saúde, a ser lançado em breve. E ainda estou preparando um terceiro onde será mostrado todos os aspectos de 3 anos de trabalhos nesta cidade e todos os trabalhos inovadores que foram realizados: VIVENCIA DE UM ENFERMEIRO À BEIRA DO PANTANAL, onde, além de todos os projeto realizados, vou contar em detalhes que tipo de tratamento recebia um profissional contratado, inclusive do ponto de vista dos direitos trabalhistas.

O importante, que tenho frisado para as pessoas que estão inconformados com esse fato é que o TRABALHO NÃO ERA MEU, mas de toda equipe. Fico muito feliz em ver que o trabalho continua sendo executado do mesmo jeito que se fazia , que, volto a frisar, era e continua sendo muito comprometida, competente e entusiasmada, mesmo sabendo que a recompensa é para poucos, que muitas vezes quem pouco faz é quem mais recebe, que nem todos precisam cumprir horario de serviço para receber o salario no fim do mes.

Quando fui demitido pelo Secretario do Prefeito, ele disse que a Enfermeira contratada TERIA QUE FAZER O TRABALHO DO JEITO QUE EU FAZIA. Na época não levei a sério, pois não se deve acreditar na palavra de uma pessoa, no caso o prefeito e não o Secretario, que está lhe demitindo, mesmo tendo feito inúmeras promessas durante as eleições, inclusive para equipe e para os USUÁRIOS de que não faria isso. Mas promessas de campanha raramente são mantidas ou cumpridas após as eleições, principalmente se há um parente precisando desta vaga e mais ainda se esse parente faz doação para sua campanha eleitoral, com pode ser comprovado pela justiça eleitoral no seguinte link: http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/prestacaoContasFinal.htm .

Outra coisa importante de observar é que FAZER O QUE EU FAZIA NÃO É FAZER O QUE EU FAÇO.
Fico contente pelo Ademar e o Junior estarem assinando este trabalho. Eles têm legitimidade para fazer isso. São mesmo co-autores do trabalho. Sem eles e todos os outros, inclusive os motoristas, Secretarias, atendentes, Tecnicos, Nutricionista, o Pessol da cozinha, como Seu Tião e a Xica, esse trabalho e todos os outros não teriam como ser feito. Inclusive tenho tanto orgulho desta equipe que parte dela está na capa do meu primeiro livro.

Longa Vida a Estratégia Saúde da Família.

Até onde sabia quem comandava esse programa era o Junior e o Ademar, coisa que sempre fizeram muito bem. Não acho estranho o nome deles no trabalho.


Esse projeto foi começado por mim, a pedido de Celina Fores, que havia recebido o pedido de um soldado da polícia Militar e também pela sensibilidade do ACS da microárea, Luiz Carlos.
Como se vê, também não fiz do nada, foi uma demanda da própria comunidade.

Além deste programa ser feito em Rio Negro, a partir da matriz original, também acontece em Porto Alegre e tenho notícias de que começaria a ser feito na Argentina. Ou seja, a ídéia ganhou vários profissionais e a intenção, quando era divulgada a iniciativa era essa mesma, inspirar os profissionais de todo Brasil a seguir o exemplo e que bom que continua sendo feito em Rio Negro.

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